sábado, março 22, 2008

Quando é que deixará de ser um problema em OAZ?

Foto de arquivo, Agosto de 2006 - Rio Gonde, em Loureiro

De acordo com notícia da SIC Online, o Dia Mundial da Água, que se assinala hoje “coincide com o Ano Internacional para o Saneamento, proclamado pelas Nações Unidas dadas as preocupações com o progresso insuficiente para atingir a meta de saneamento global.A cada 20 segundos morre uma criança vítima das "péssimas condições" de saneamento que afectam cerca de 2,6 mil milhões de pessoas (41% da população mundial), lembrou quarta-feira o secretário-geral da ONU, em comunicado.


Em Portugal, 25% da população não tem acesso à rede de drenagem de águas residuais e 34% não tem acesso a tratamento de águas residuais, revela a Quercus. Para que toda a população portuguesa tenha acesso a saneamento, a associação ambientalista lembra que é necessário investir mais em redes de abastecimento e de drenagem de águas residuais.”


Leia aqui alguns conselhos da Quercus.

quinta-feira, março 20, 2008

Parquímetros vão aumentar...


Na terça feira, o executivo camarário apresentou uma nova proposta para a regulamentação dos parquímetros no sentido de aumentar a sua área de implantação, conforme planta aqui colocada, mas que visa também acabar com os preços diferenciados, colocando todos os parquímetros a serem taxados pela tabela mais cara, o que vai encarecer significativamente o preço dos mesmo nas zonas mais afastadas do centro da cidade.

terça-feira, março 18, 2008

Escola Livre de Azeméis sobe de Divisão

Se a UDO está de parabéns pelo excelente campeonato que está a disputar, não é menos verdade que a Escola Livre de Azeméis, apesar de menos mediática, merece destaque pela positiva pois conseguiu, na a subida de divisão, na modalidade de Hoquei em Patins, indo disputar, no próximo ano, a II Divisão Nacional.
Um registo que se aplaude pois foi conseguido com base na dedicação de toda a equipa dirigente e atletas, mesmo em épocas de crise no associativismo.

domingo, março 16, 2008

Plano de urbanização reduz para metade construção de fogos

Segundo a Agência Lusa, O plano de urbanização de Oliveira de Azeméis, que sobe à Assembleia Municipal na próxima segunda-feira, prevê “uma redução substancial” na construção de fogos, anunciou fonte da autarquia.
“O que se pretende é a criação de regras para uma maior harmonização da cidade”, afirmou o vereador responsável pelo sector do urbanismo da Câmara local, Ricardo Tavares.
“O plano admite a construção de nove mil fogos até ao ano de 2020, significando uma redução superior a 50 por cento face ao índice de construção do actual Plano Director Municipal (PDM)”, disse.
O plano de urbanização será analisado na próxima segunda-feira pelo órgão deliberativo, reunião à qual é chamada ainda a pronunciar-se a população.
“Trata-se de um documento estratégico importante pelo que todos devem ser chamados a pronunciar-se sobre a intervenção que se espera no futuro da cidade”, disse o presidente da Assembleia Municipal, Hermínio Loureiro.
“Espero a participação dos oliveirenses até porque penso ser tempo de se começar a pensar no alargamento do perímetro urbano porque há já freguesias ligadas à cidade”, frisou.
O plano - abrangendo as freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, S. Roque, Ul e Macinhata da Seixa - enquadra e propõe “uma diversidade de intervenções estratégicas e prioritárias”.
O documento técnico antevê a melhoria dos acessos na entrada da cidade e com o exterior, a qualificação e animação do centro e a melhoria das infra-estruturas públicas, como as redes de água e saneamento ou a construção de novos equipamentos, direccionados para a infância e a terceira idade.
A construção de uma via intermunicipal ao longo do rio Ul - ligando a cidade a Cucujães e a S. João da Madeira - é uma das rubricas apontadas no plano, que contempla ainda “o reforço das funções do parque La Salette e a sua articulação com o centro da cidade”.
Ora, se o objectivo é que a população seja parte integrante na discussão, os documentos já deveriam ter sido tornado públicos, o que até ao momento ainda não aconteceu, como se comprova pela visualização do site da CMOA.
Contudo, aqui fica o endereço onde podem obter toda a informação disponível sobre o tema.

União, União, União!!!

oliveirense

A União Desportiva Oliveirense está de parabéns pelo inigualável campeonato que realizou até ao momento, sem ter averbado qualquer derrota, terminando a primeira fase com mais de vinte ponto de avanço.

Para assinalar também este facto, pela primeira vez na história do clube, a Oliveirense tem uma caderneta de cromos onde estão reunidos todos os atletas das três modalidades unionistas. Sejam jogadores seniores, das camadas jovens ou dos veteranos do futebol, masculinos ou femininos, dirigentes ou treinadores, os milhares de desportistas congregados na Oliveirense estão todos na caderneta lançada pela direcção.

Os cromos e as cadernetas podem ser adquiridos no Centro de Formação ou nos quiosques da cidade, havendo prémios para os primeiros que preencherem, na totalidade, a caderneta.

sexta-feira, março 14, 2008

Prof. Jorge Carvalho de saída??

Até finais do ano passado, o processo de revisão do Plano Director Municipal era coordenado pelo Prof. Doutor Jorge Carvalho, da Universidade de Aveiro.
Informações não confirmadas, dão conta do seu afastamento do processo quando o mesmo se prepara para entrar na fase final (o Plano de Urbaização da Cidade será apresentado em sessão extraordinária da Assembleia Municipal esta segunda feira), pelo que importa esclarecer quais os motivos desta situação e quais as implicações no que foi elaborado ao longo dos últimos anos.

terça-feira, março 11, 2008

Para um Município do Século XXI

Questões como desburocratização, transparência de procedimentos e celeridade nos actos de relacionamento entre o Estado e os cidadãos, em que estes dependem de um acto daquele, são hoje necessidades que ninguém questiona; e a sua implementação noutras instâncias do Estado têm produzido vantagens que, hoje, ninguém menospreza.
Medidas como “a Empresa na Hora”, “a Casa Pronta” e o “Simplex”, têm contribuído fortemente para a celeridade e para a diminuição da opacidade nos procedimentos do Estado.

No que toca às autarquias em geral e à nossa em particular, não é de agora, é de há muitos anos que os munícipes se vêm queixando que a máquina é pesada e que demora imenso tempo a responder, sempre que os particulares precisam dela. E há sectores onde este peso mais se nota, um dos quais é o das obras particulares. Com frequência, somos abordados por munícipes que se queixam do tempo que demoram a obter um licenciamento de construção do departamento das obras particulares.

Todas as pretensões de construção no nosso concelho se traduzem num investimento que, obviamente pode ser melhor ou pior. Mas não é disso que vamos cuidar agora. Quem pretende construir um empreendimento urbanístico no nosso concelho, vai permitir, entre o mais, arrecadar receita quer através da cobrança pela Câmara Municipal das taxas respectivas, quer através de um imposto directo do qual a Câmara beneficia, como seja o IMI (imposto municipal sobre imóveis). Quem quer construir uma empresa industrial ou comercial, investe no nosso concelho e vai criar riqueza; o município, por sua vez, cobra taxas, arrecada IMI e derrama – sem esquecer que se criam postos de trabalho.
Muitas vezes, todas estas tentativas de investimento esperam meses e anos pelo seu licenciamento. Tempo mais que suficiente para que o particular siga um de dois caminhos:

- desiste ou, constrói sem licença.

Se desistir, nós município perdemos tudo; se construir sem licença, perde-se muita coisa; sobretudo, perde-se a capacidade de controle sobre aquilo que à Câmara Municipal compete controlar – o uso e administração do seu território; perde-se a face legal e a moral política. Potencia-se o sentimento geral de impunidade e propaga-se a praga que pode afundar qualquer regime democrático – a de que, o “crime” compensa. E tanto mais se propaga este sentimento, quanto começa a ser voz corrente que, apesar dos autos de notícia elaborados pelos serviços de fiscalização da Câmara, as coimas respectivas, além de parcas, não se sabe muito bem se e quando são cobradas; quanto a processos de embargo de obra, com a consequente demolição, não há memória neste concelho.
Mas, quando uma destas duas coisas acontece, além do Município em geral, há sempre um outro particular que fica a perder; trata-se do particular cumpridor, aquele que é incapaz de lançar mãos à obra sem a licença na mão e que, não obstante cansado de esperar e cansado dos sucessivos ofícios que lhe pedem às “pinguinhas” o que podia pedir de “atacado”, ainda assim continua à espera.

Temos de acabar com a penalização dos cidadãos cumpridores. Temos que agilizar procedimentos que diminuam as perdas para o município e para os munícipes.

É preciso mudar o paradigma. Os entes públicos não existem para complicar a vida dos cidadãos. Os entes públicos existem para, regulando as relações entre os cidadãos, prestar-lhes um bom serviço e com isso facilitar-lhes a vida. Isto não se consegue com a certificação administrativa de qualidade dos serviços, consegue-se com medidas concretas de simplificação e desburocratização dos serviços; estas sim, melhoram a vida das pessoas e, por isso, as pessoas percebem-nas; pois bem, deixo aqui seis dessas medidas que, estou certa, muito contribuirão para esse fim:

1) Temos que acabar com a inutilidade e completa aberração de os particulares terem que instruir processos na Câmara, fornecendo à Câmara documentos que esta lhes fornece, mediante requerimento.

2) Temos que promover a celeridade de resposta das entidades externas que têm que emitir parecer obrigatório para processos de licenciamento da Câmara Municipal, nem que seja fazendo impor a regra do silêncio com valor negocial de deferimento, vulgarmente conhecido como deferimento tácito.

3) Temos que criar um Manual de procedimentos gerais que, no caso do departamento de obras particulares, habilite “ab initio” qualquer requerente a saber tudo aquilo porque, consoante a obra que pretende licenciar, terá que passar.

4) Temos que criar um mapa de informação zonada que, 24 horas por dia, esteja ao alcance de qualquer munícipe, informando-o de toda a possibilidade legal construtiva de todo o território do concelho; criação que, aliás passa a ser imposta para o PDM, a partir da entrada em vigor da Lei 56/2007 de 31 de Agosto que impõe a transcrição digital georreferenciada dos PDM’s.

5) Temos que normalizar comportamentos padrão que reduzam ao mínimo aquilo que, ainda que possa não ser, às vezes tende a parecer um tratamento discriminatório dos munícipes nos processos de licenciamento.

6) Temos que tornar obrigatória a digitalização dos processos de licenciamento de obras, por forma a que eles possam estar sempre acessíveis à consulta pública; medida que, além do mais acarreta enormes benefícios em termos de segurança.

Se queremos um município do século XXI, temos que o construir de acordo com as regras do seu tempo.

Artigo publicado no Jornal Voz de Azeméis

sábado, março 08, 2008

Empresa na Hora já em Oliveira de Azeméis

 logo

A Conservatória do Registo Predial e Comercial de Oliveira de Azeméis já está a prestar o serviço ‘Empresa na Hora’. Fica mais fácil, aos oliveirenses, constituir uma sociedade.

Está disponível desde a semana passada, na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Oliveira de Azeméis, o serviço empresa na hora – a célebre iniciativa de modernização administrativa que até agora só estava disponível noutros balcões –, a qual constitui o primeiro passo para a simplificação do relacionamento das empresas com a Administração Pública.

Através da iniciativa ‘Empresa na Hora’ poderá constituir uma sociedade unipessoal, por quotas ou anónima no momento e num só balcão. O processo de constituição de sociedades através desta iniciativa é extremamente simples.

Na "empresa na hora" a firma poderá ser escolhida de uma lista de expressões de fantasia pré-aprovadas (Bolsa de Firmas) que se encontram para consulta em www.empresanahora.mj.pt (onde também poderá encontrar mais informções sobre esta iniciativa) e a afectação é efectuada no momento da constituição da sociedade.

Fonte: Voz de Azeméis

Olmar desconhece Oliveira de Azeméis

          olmar não conhece OAZ

                  OAZ conhece olmar

Não compreendo como autorizam a colocação de um sinal no lugar da Margonça em Cucujães, a indicar um centro comercial de material de escritório (Olmar) sito na cidade/concelho vizinho enquanto nos prospetos publicitários que recebemos aqui no nosso concelho (logo precisam de nós) esquecem-nos.
Será que a CMOA cobra pela publicidade?

Teor da mensagem recebida por email.

quinta-feira, março 06, 2008

Giratório de regresso...

É hoje inaugurado um novo espaço de restauração e lazer na nossa cidade. Nada de anormal, não se tratasse do espaço conhecido como Giratório do Dighton e que em tempos era conhecido por esse país fora.
Mais uma vez, a iniciativa privada está de parabéns pela aposta inovadora em fazer reviver este espaço, nomeadamente a muitos jovens que lá entrarão pela primeira vez, como é o meu caso, mas também a todos os saudosistas desta paisagem e conceito único.
Obs:
Como hoje é dia de festa, deixo para mais tarde a análise de outra temática subjacente a esta recuperação do espaço.

quarta-feira, março 05, 2008

Bandeiras

A atribuição a Oliveira de Azeméis por uma Associação Portuguesa de Planeadores do Território de uma Bandeira de Prata da Mobilidade porque terão sido eliminadas 38% das suas barreiras arquitectónicas é, apesar de tudo, uma notícia positiva. Fica-se a saber que aquela Associação (ou alguém por ela) identificou as 100 % das barreiras. Passamos a ter um concelho mais exclusivo (ou será mais inclusivo ?) porque terão sido removidos mais de 1/3 dos obstáculos inventariados.
Mas, agora me (re)lembro, do recente (Janeiro de 2008) relato de uma jovem invisual oliveirense ( http://oazconvida.blogs.sapo.pt/5938.html ). As dificuldades que a Sandra enfrenta pertencem, provavelmente, aos 62% das barreiras ainda existentes.
E 38% sempre é mais que 0%.

terça-feira, março 04, 2008

Criada equipa «SOS Cidade» para resolver os problemas do dia-a-dia


Entrou hoje em funcionamento o serviço «SOS Cidade», uma equipa criada pela Câmara de Oliveira de Azeméis para intervir em situações que imponham uma actuação rápida da autarquia.A equipa, que funciona diariamente, tem por missão efectuar reparações na via pública ao nível da rede viária (conservação de vias), sinalética (sinalização vertical e horizontal), conservação de passeios, substituição de tampas de saneamento, desobstrução de colectores e manutenção de fontes e chafarizes.

«O objectivo do novo serviço é resolver problemas insignificantes mas com grande impacto no dia a dia dos cidadãos», refere Ápio Assunção, presidente da autarquia.
Para tanto, a equipa «SOS Cidade» é constituída por sete funcionários da Câmara Municipal, estando dotada de uma viatura e equipamento compatível com as diferentes áreas em que irá intervir. Qualquer cidadão pode requerer a intervenção da brigada na via pública bastando marcar o número verde 800 205 790.

segunda-feira, março 03, 2008

Nova lei dispensa licença nas obras em casa

As obras em casa não precisam de licença camarária a partir de segunda-feira e quem assinar os projectos pode ficar até quatro anos sem exercer se violar as regras urbanísticas, segundo a nova legislação.
Segundo a agência Lusa, o novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação reduz o controlo administrativo dos licenciamentos, mas reforça a responsabilidade dos promotores e técnicos responsáveis pelos projectos e o peso das multas, que podem ir até aos 450 mil euros.
«Há uma total mudança de paradigma. Passa-se de um clima de desconfiança e de um sistema burocrático responsável pela má construção e por atrasos enormes em projectos importantes para um sistema de controlo diferente», disse à agência Lusa o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita.
O governante destacou ainda a utilização das novas tecnologias e a criação de um gestor de procedimento, responsável por todas as fases da obra e por assegurar o cumprimento dos prazos.
«Agora há a possibilidade de apresentação de projectos por via electrónica e há um gestor de procedimento, que é a pessoa responsável a quem deve recorrer o promotor do projecto. Antigamente sabíamos que o projecto estava na câmara, mas não se sabia bem em que fase», esclareceu.
A nova legislação dispensa de licença, por exemplo, as obras em casa desde que não alterem a estrutura do edifício, a cércea ou os telhados.
Já os trabalhos de preservação de fachadas de prédio ou a construção de piscinas em moradias precisam apenas de uma comunicação à autarquia.
Mas a isenção de controlo estatal nalguns casos é compensada com um alargamento dos poderes de embargo ou demolição das autarquias e um aumento da responsabilidade dos autores dos projectos e dos valores da coimas, que podem chegar até aos 450.000 euros no caso das empresas.
«Estes princípios - simplificar, descentralizar e usar as novas tecnologias - vão ser referência para a reforma do licenciamento industrial, que entrará em discussão pública em Março, e para a reforma do licenciamento agro-pecuário», afirmou o secretário de Estado.
Também há mudanças nas vistorias das autarquias às obras. Até agora, as licenças de utilização das casas implicavam uma vistoria da Câmara, que passa apenas a ser necessária nos casos em que o técnico da obra não assume um termo de responsabilidade.
Nessas situações, as autarquias passam a ter também um prazo máximo de 20 dias para a fiscalização. Se o município não enviar os técnicos a tempo o projecto fica automaticamente aprovado.
Dependentes de licença ficam as obras de reconstrução, ampliação ou demolição de edifícios que façam parte do património, o mesmo acontecendo com os prédios situados em zonas históricas ou protegidas, que merecem uma maior atenção e vigilância por parte das câmaras municipais.
Todas as obras de alteração das fachadas dos prédios e operações de loteamento são igualmente obrigadas a licença camarária, assim como as obras de urbanização em terrenos que não são abrangidas por loteamentos.
Nos casos em que a obra obriga a consulta da Administração Central - por estar em zona de Reserva Ecológica, perto de um leito de rio ou de um monumento classificado - esse pedido de parecer ocorre ao mesmo tempo em todos os organismos.
Para que tudo funcione via electrónica o Governo está preparar uma plataforma informática para facilitar a relação entre municípios, CCDR`s e os restantes serviços da administração central.

sábado, março 01, 2008

Isenções só para alguns...

(clique na imagem para ampliar)

A CMOA isentou algumas instituições, associações e juntas de freguesia do pagamento da taxa devida pelo aluguer dos autocarros municipais.

Nada de grave, se o critério fosse igual para todas as instituições e fosse do conhecimento público de todos aqueles que estão ligados ao movimento associativo que, sabendo que não obstante o corte dos subsídios da Câmara, a regra é o pagamento dos autocarros municipais, preferem recorrer ao privado que, em alguns casos, é mais barato que o serviço municipal.

Instada a tratar as instituições de forma igual e estender a isenção total do pagamento dos autocarros municipais durante o ano de 2008, por forma a repôr a justiça na decisão, a maioria reprovou a proposta apresentada na última Assembleia Municipal.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Pão de Ul vai ser património cultural

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A Câmara de Oliveira de Azeméis vai apresentar uma proposta para a classificação do pão de Ul como património cultural do município.

O anúncio público da decisão foi proferido durante a escritura de constituição da Associação de Produtores do Pão de Ul (APPUL), cujo objectivo é apoiar os associados ao nível da produção, comercialização, formação, promoção e manutenção da qualidade do produto regional.

Aí está uma medida que se aplaude e que deve ser entendida como um sinal de que a preservação do nosso património histórico deve ser preservado, apoiado e promovido e, se possível, integrado no Parque Molinológico de Ul/Travanca, podendo funcionar como uma alavanca do turismo local,  por forma a que este não se resuma ao Parque de La Salette.

sábado, fevereiro 23, 2008

O senhor Abílio da Câmara

Ainda soam os ecos da nova Biblioteca Ferreira de Castro e uma lembrança ocorre-me: a da importância que a Biblioteca Gulbenkian e o senhor seu responsável teve na minha inicial formação cultural.
Já se passaram mais de quarenta anos do dia que franqueei pela primeira vez a porta da Biblioteca Gulbenkian que existiu no gaveto da Rua Ernesto Pinto Basto com a Rua que segue para a Abelheira, ali bem perto dos Bombeiros Voluntários e da Igreja Matriz.
Um corredor de acesso, um silêncio sepulcral e, maravilha das maravilhas, livros, muitos livros. Um senhor, sentado qual professor à secretária, registou os meus dados pessoais numa ficha. De onde era, de quem era. O senhor enunciou as regras. Quantos livros poderia requisitar, qual o tempo máximo do empréstimo e por aí fora.
Burocracia cumprida, eis-me a olhar, deslumbrado, para tantos livros, muito alinhados quais soldados em formação guerreira. Sôfrego, apontei o olhar de estante em estante, de prateleira em prateleira. Que livro escolher ? Este, de lombada castanha, espesso, com um papel sedoso ? Ou aqueloutro, não tão volumoso, sem tantas palavras mas com gravuras, imagens ?
E havia o silêncio, sempre o silêncio, como se ninguém mais ali estivesse. O silêncio em respeito pelos livros e por respeito aqueles que sabiamente os tinham escrito. Sim, porque só pessoas muito inteligentes é que eram capazes de escrever tantas palavras, tantas frases. Mundo novo para mim. O silencia dos lugares sagrados.
O senhor que me recebeu, que escrevinhou os meus singelos dados numa ficha de cartão, abeirou-se de mim. Se eu precisava de ajuda, questionou-me. Respondi que sim. De um jeito muito carinhoso passeou-me ao longo das estantes. Foi-me explicando como estavam arrumados os livros, quais os temas. Até que me fez deter na última estante, dizendo-me: para ti, para a tua idade, são estes os livros que podes escolher. Hábil, fez-me uma breve inquirição. Prosseguiu: talvez te aconselhe este, aquele ou mesmo aqueloutro. Segui o conselho. Procedi à minha primeira requisição. Confesso que não me recordo do nome do livro mas não é assim tão importante.
Dia seguinte, pelas seis da tarde, hora a que a Biblioteca abria, ali estava eu. Para devolver o livro. O senhor, revelando alguma admiração pela minha presença apenas um dia volvido, simpaticamente perguntou-me se não tinha gostado, sim, não era habitual um leitor voltar no dia seguinte. Que já tinha lido o livro, que queria requisitar outro. Porque não ? E lá fui até à prateleira do fundo, ao meu novo mundo encantado e de descoberta.
O senhor da Biblioteca passou a autorizar que em vez de um pudesse eu passar a levar dois. De quando em vez, o senhor sugeria-me este ou aquele livro, simpaticamente negava-me (é o termo) um outro que já tinha em mãos.
Então o senhor dos livros não tem nome ?.
Ah, claro.
O senhor da Biblioteca, naturalmente, tem nome: Abílio Santos. Sim, o sr. Abílio da Câmara.
O sr. Abílio Santos, tinha o seu ofício (de responsabilidade acrescida como Tesoureiro de contas certas) e ao final do dia, noite adentro, tinha a seu cargo a Biblioteca Fixa nº 62 (?) da Gulbenkian (que substituiu a Biblioteca Itinerante, uma carrinha Citroen que de xis em xis dias vinha até Azeméis).
Para além das entradas e saídas em escudos, o sr. Abílio também era entendido em livros, em escritores. Dava um conselho a quém o pedisse, uma orientação. Gostava de ter as opiniões dos leitores aquando da entrega do livro.
(…)
Anos mais tarde, tendo eu por comparsa e companheiro um dos seus filhos , o Zé Santos, beneficiei da sua bondade e ali pudemos estudar muitas tardes , eu e o Zé, antes da abertura da Biblioteca aos utentes.
Mais tarde percebi que aquela permissão era uma (pequena) transgressão às regras. Mas uma transgressão proveitosa para mim pois ali, naquele pequeno mundo silencioso, tinha, por exemplo, algo que não tinha na minha modesta casa: uma mesa e boa luz. Ah! E claro, livros muitos livros.

Bem haja, sr. Abílio.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Notícia Agência Lusa

A Câmara de Oliveira de Azeméis manifestou-se hoje "expectante" em relação ao resultado do recurso que interpôs após a recusa do Tribunal de Contas (TC) do pedido de empréstimo em finais de 2007.

"Estamos inquietos por uma decisão. Temos 200 fornecedores com expectativas criadas e com quem queremos cumprir", afirmou à Lusa António Rosa, vereador responsável pelas Finanças da autarquia.

O autarca acrescentou que o executivo municipal aguarda "ansiosamente" pelo resultado do recurso, apresentado ao TC em 03 de Janeiro.

O TC recusou o visto a um empréstimo de 16 milhões de euros da Câmara de Oliveira de Azeméis junto da Caixa Geral de Depósitos, para saneamento financeiro e consolidação de dívidas a terceiros.

Segundo o acórdão, o Tribunal de Contas considerou que a autarquia de Oliveira de Azeméis atravessava uma "situação de desequilíbrio financeiro estrutural", e não conjuntural, como alegado, verificando que, "no longo prazo, se mantém a incapacidade de solver compromissos".

A Câmara de Oliveira Azeméis foi o primeiro caso de uma autarquia que viu recusado o visto do TC a um empréstimo para saneamento financeiro ao abrigo da nova Lei das Finanças Locais.

Dois anos = 2%

Uma análise aos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística permite concluir que o ritmo de crescimento da taxa de cobertura da rede de saneamento, no nosso concelho, é de sensivelmente 1% ao ano.
Ou seja, se em 2004 a referida taxa de cobertura era de 42,5%, em 2006, a mesma situa-se nos 45%, em que apenas 22% da população se encontra servida por estações de tratamento de águas residuais.
Ou seja, se se mantiver este ritmo, precisamos de mais quatro décadas para atingir os níveis de cobertura dignos de um concelho de um país desenvolvido.
Para nosso bem, que assim não seja e que possamos usufruir deste bem essencial no curto espaço de tempo.


domingo, fevereiro 17, 2008

Debate: “A influência dos media na sociedade”

A convite do Dr. Djalma Marques (professor na ES Soares Basto), assisti, na passada sexta-feira a um debate no Centro de Educação Integral (em S.J.Madeira) com o tema ‘A influência dos media na sociedade’, iniciativa inserida na área de Projecto daquele estabelecimento de ensino que aquele docente coordena.
O painel do debate foi composto por António Lobo Xavier (advogado, político e comentador da SIC), Júlio Magalhães (jornalista da TVI), Borges Martins (Juiz Desembargador) e Aníbal Araújo (jornalista e director de ‘a Voz de Azeméis’). Outro convidado anunciado era Hermínio Loureiro, na qualidade de Presidente da Liga Portuguesa de Futebol, que acabou por não poder estar presente, tendo enviado uma saudação.
A partir das questões colocadas por um painel de alunos, os convidados foram respondendo de forma muito objectiva, sem peias, de uma forma tão aberta que, confesso, me deixou admirado (pela positiva, diga-se) num tempo em que se cultiva (e incentiva) mais o sound byte, a frase sonora mas ôca.
Dois ou três tópicos ali desenvolvidos, diria mesmo, descodificados, são um ponto de partida para uma reflexão crítica de cada um de nós enquanto cidadão e enquanto consumidor de informação.
Um dos aspectos debatidos e que me levou a aprofundar a reflexão foi, por exemplo, o elevado interesse dos políticos nos meios de comunicação, que passa pela cumplicidade, pela permuta de ‘dás-me dicas para as notícias e apareces nas fotos do jornal, nos jornais televisivos…’ . Até porque o político que pretenda carreira, que dependa da política precisa muito, mas mesmo muito, da visibilidade (que não o conteúdo) que os media propiciam. Por outro lado, à comunicação (sobretudo à TV) não interessa dar palco ou mediatização a qualquer político. Interessa aquele que num minuto lança uma atoarda, que fale sem gaguejar, sem compassos de espera, mesmo que o conteúdo seja nulo ou quase.
Não tendo propriamente ficado surpreso com o ali dito, com todas as letras, não podia ficar indiferente; não foi difícil estabelecer algum paralelismo, para não dizer encontrar ‘provas de facto’ com situações de todos os dias e de todas as horas nos media, seja em Lisboa, em Faro, no Porto ou até mesmo… em Oliveira de Azeméis.
De facto, a comunicação de massas tem muito poder e até, como um publicitário, disse um dia, e socorro-me da minha memória: uma TV pode ser tão decisiva a ‘fabricar’ um Presidente ou Primeiro-Ministro como quem vende sabonetes.

Referência na Blogosfera

Daniel Oliveira, colunista do jornal Expresso e que integra o painel do programa da SIC - Eixo do Mal, tem no seu blogue, uma selecção de blogues do distrito de Aveiro, no qual se inclui o Fórum-Azeméis.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Almocreve ou Azemel

                      

Os almocreves ou azemeis, do árabe "az-zammal" (o que impele), e que significa condutor de azémolas (besta de carga), eram pessoas que conduziam animais de carga e/ou mercadorias de uma terra para outra.

Numa época de comunicações limitadas, os almocreves eram essenciais como agentes de comunicação inter-comunitária (além de serem indispensáveis ao abastecimento de bens às vilas e cidades). De entre as rotas de abastecimento mais importantes, destaque para as que levavam os almocreves a transportar peixe para o interior e, no sentido inverso, cereais. Não confundir almocreves com mercadores, pois que na maior parte das vezes os bens que transportavam não eram propriedade sua, embora fosse comum um almocreve ser também mercador.

Este traje, dos finais do século XVIII e princípios do século XIX, apresenta calções verdes com os folhos das ceroulas à vista. Botas de meio cano com espera no pé direito. Cinta violácea. Jaleco castanho, colete, camisa de linho com folhos. Chapéu minderico com borla na aba. Lenço debaixo do chapéu. Corrente de prata ou de ouro no colete com moedas pendentes. Varapau ferrado para conduzir os animais.

Retirado de http://trajesdeportugal.blogspot.com/

Triagem de Manchester na "nova" urgência

De acordo com notícia da Agência Lusa, "o método de triagem de Manchester, que encaminha os doentes consoante a gravidade do seu estado, entra hoje em funcionamento na urgência remodelada do Hospital de Oliveira de Azeméis, anunciou fonte hospitalar.
João Bento, vogal do conselho de administração do Hospital de Oliveira de Azeméis, disse à Agência Lusa que a implementação do sistema de triagem é mais uma das alterações introduzidas para a requalificação do serviço de urgência, que recebeu recentemente obras de vulto.
O Hospital de Oliveira de Azeméis dispõe de um serviço de urgência básica e o fluxo de utentes ronda já os 220 atendimentos diários, após o encerramento da urgência de Ovar."
Ver notícia completa aqui.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Alterações ao trânsito na cidade

clique na imagem para ampliar


Conforme solicitado, coloco aqui as alterações que se irão verificar no trânsito da nossa cidade.
Não sendo muito perceptível a imagem, os interessados em receber o documento completo, basta deixarem o seu endereço nos comentários que enviarei a documentação integral.




Se tudo correr bem, novo Pavilhão em breve...


Depois de lançado o concurso, a Câmara Municipal acaba de adjudicar a construção do futuro pavilhão gimnodesportivo municipal.
O equipamento, a instalar na zona desportiva da cidade, está orçado em 897 mil euros e será financiado pela autarquia e pelo Estado.
De salientar que o recurso a energias alternativas é a grande aposta deste empreendimento, que deverá estar concluído dentro de um ano e que será dirigido especificamente para a formação.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Carnaval 2008

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Í­ndice concelhio de qualidade de vida

Estudo realizado pela Universidade da Beira Interior (UBI), com base no anuário estatí­stico de 2004, publicado pelo INE, temos o seguinte ranking:

- S. João da Madeira (3º lugar)
- Santa Maria da Feira (67º lugar)
- Vale de Cambra (109º lugar)
- Oliveira de Azeméis (129º lugar)
- Arouca (196º lugar)


quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Largo Público


Largo do Gemini

Espaço para comentários livres. Aceitam-se lamentações, criticas, aplausos, sugestões, informações, poemas, indicações de largos para serem aqui publicados em imagens…

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

BTT em Cucujães

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Não será para a minha pedalada, mas para todos os interessados!!!

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Ó Entrudo chocalheiro…

Algures, em pleno desfile carnavalesco, um figurante intitulava-se ‘O Caça-Gajos’, exibindo um taco de golfe na mão.
Não resistimos a fazer a entrevista possível.

Pode-se saber a razão de se estar a divertir com o cognome de ‘O Caça-Gajos’ ?
Tá enganado. Eu não parodio ninguém. Não tou aqui pra dibertir-me. Tou na minha função qué de dar caça aí uns gajos que eu cá sei…
Já haviam os ‘Caça Cigarros’. Agora ‘O Caça-Gajos’….O que o leva a exercer essa, digamos, função ?
Beja bem. Isto aqui era um sossego. De 4 em 4 anos tínhamos pra aí umas festas engraçadas, sim, aquilo a que chamam eleições. Depois, era ficar de papo pró ar. Não acontecia nada e a malta entretinha-se como podia.
E agora já não é assim ?
Bocê não é daqui pois não? Taba mesmo a ber. Pois é. Começaram a aparecer por aí uns gajos que por tudo e por nada acham que têm dizer sempre coisas. Ao princípio ainda tinham piada, sabe. A gente andava no bem-bom e nem ligava. Comia uns tremoços, bebia umas bejecas, jogaba matraquilhos e combinabam-se umas coisitas. E habia uns jantarinhos. Agora não. É a todas as horas e todos os dias. Sempre a atazanar a cabeça, sempre a malhar. E não temos cabeça pra tanto, caraças. Até querem saber coisas que não são contas do rosário deles. É uma chafurdice completa.
Chafurdice ? Não se estará a referir à falta de saneamento, por exemplo?
Olha-me este agora! Sane quê ? O povo quer lá saber de saneamento ou lá o que é. Diga-me lá: bocê quando anda por aí vê algum saneamento, bê ? Não bê pois não. Atão é porque não é preciso.
Mas olhe que a existência de saneamento, o abastecimento de água, zonas verdes são factores de bem-estar e de desenvolvimento…
Homesessa agora ! O que o povo quer é obra. Obra, percebe. E obra pra mim é de cimento armado. Mas… disse zona berde ?
Sim, disse.
Ah mas aí é bocê está enganado. Não temos mas bamos ter muuuiiiiito berde. Bamos ter pra aí uma dúzia de campos de golfe. Isso também é obra. Bá lá. Até não gasta muito cimento. Mas é obra na mesma.
Agora percebo porque anda com esse taco de golfe. Já anda a treinar…
A treinar? Olha-me este agora ! Não senhor. Ando a ber se descubro os gajos pra lhes acertar

E lá seguiu rua adiante gritando ‘Quantos são ? Quantos são? …
(esta entrevista é pura ficção, não tendo qualquer semelhança com a realidade. Tanto mais que andar por aí de taco de golfe na mão até pode ser perigoso e não é aconselhável imitar. Dada a quadra carnavalesca, espero que ninguém leve a mal)

sábado, fevereiro 02, 2008

Região pode vir a ter equipa de ciclismo

José Augusto Silva, natural de Nogueira do Cravo, ex-director desportivo de uma equipa profissional de ciclismo, pretende manter-se ligado à modalidade, tendo em mãos um projecto arrojado para 2009 que passa pela criação de uma equipa profissional na região de São João da Madeira ou Oliveira de Azeméis. Em entrevista a um jornal, afirma que “Na minha zona há muitos aficionados do ciclismo. A minha ideia é criar uma equipa profissional em 2009 em São João da Madeira ou Oliveira de Azeméis. Tenho mantido contactos camarários e com empresas locais. Uma dessas empresas está a fazer um estudo, através do seu departamento de marketing, com vista a que a equipa possa ter o nome dessa mesma empresa”, revela, a O NORTE DESPORTIVO, o técnico de ciclismo.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Viagens prescreveram

Quinze dias safaram Ápio

O presidente da Câmara não vai ser julgado pelas duas viagens que uma das suas filhas fazia semanalmente a Viseu, enquanto estudante universitária, conduzida em carro com motorista da Câmara Municipal.
Embora o próprio motorista tenha confirmado a veracidade da acusação, o juiz de instrução acabou por considerar que o crime prescreveu: a defesa de Ápio Assunção entregou como prova um certificado de fim de curso com data de 19-09-2001, e o juiz de instrução aceitou que os ditos transportes ocorreram até 2001, e não posteriormente.
Ora, assim sendo o prazo prescricional terminava a 19 de Setembro de 2006. O caso é que Ápio Assunção apenas foi constituído arguido duas semanas depois de cumprido esse prazo, no dia 3 de Outubro desse ano.

In Jornal Voz de Azeméis

Presidente da Câmara vai a julgamento

O Jornal Voz de Azeméis publica na sua edição de hoje, a seguinte notícia:

Ápio Assunção vai mesmo ser julgado, mas apenas por um crime de abuso de poder, juntamente com José Leite, encarregado dos Estaleiros.

O Tribunal de Oliveira de Azeméis já pronunciou Ápio Assunção por um crime de abuso de poder na forma consumada – com o chefe do Executivo e do mesmo crime está também pronunciado José Leite, encarregado dos Estaleiros Municipais. Para já, o julgamento do presidente da Câmara tem sessões agendadas para os dias 28 de Fevereiro e 4 de Abril.
O processo, recorde-se, remonta a 2001, ano de eleições Autárquicas e altura em que Ápio era ainda vice-presidente de Câmara: na sequência de uma denúncia de um munícipe, a Polícia Judiciária iniciou as investigações que incidiram sobre o presidente e o encarregado, juntamente com outros três funcionários e uma empresa do ramo da construção civil. Mas a 2 de Agosto do ano passado só seria deduzida acusação contra os primeiros, enquanto os outros quatro processos eram arquivados.
Ápio Assunção estava acusado de três crimes de falsificação de documentos, um de peculato de uso e outro de abuso de poder e José Leite de ser co-autor de um crime de falsificação de documentos e de um de abuso de poder.

Crime está ligado com contratação de cisterna

Os dois pediram a abertura da instrução – procedimento que culminou, agora, com a pronúncia dos arguidos por um único crime apenas, o de abuso de poder, relacionado com a contratação, pela Câmara, do fornecimento do serviço de um camião cisterna e respectivo motorista a uma empresa de construção civil.
Pelo caminho ficaram os crimes de falsificação de documentos – que estavam ligados com o alegado desvio de materiais dos Estaleiros da Câmara – e o de peculato de uso – que tinha em causa as viagens que a filha do presidente supostamente fazia, duas vezes por semana, para a Universidade de Viseu, com carro e motorista da Autarquia.
No primeiro caso, o Tribunal deu como demonstrado que os arguidos sabiam que o local indicado nas guias como sendo o local de descarga dos materiais não correspondia àquele para onde os materiais se destinavam, resultando ainda, além deste conhecimento, "o próprio papel activo dos arguidos no destino a dar a esse material". Mas não os pronunciou pelo crime devido a não ter ficado demonstrado que tivessem agido em benefício próprio ou de outrem e nem em prejuízo do Estado ou de terceiros.

O caso da cisterna

Os factos que trazem Assunção e Leite acusados de abuso de poder – na forma consumada – remontam também a 2001: o fornecimento do serviço de um camião cisterna, com motorista, foi adjudicado a uma empresa privada – a mesma que esteve implicada na história dos desvios de materiais dos Estaleiros.
Acontece que o motorista faleceu, e não tendo a empresa um outro colaborador devidamente habilitado à condução daquele veículo que o substituísse, o serviço passou a ser assegurado, entre Novembro de 2001 e Julho de 2002, por um outro condutor, mas da Autarquia.
O problema é que a Câmara, embora tivesse ‘emprestado’ o motorista, terá continuado a pagar à empresa o valor inicialmente contratualizado, que abarcava a viatura e o homem, a 42,5 euros à hora acrescidos de IVA. Em simultâneo, pagou, alegadamente, ao funcionário os salários e as retribuições correspondentes ao seu contrato de trabalhador camarário.

"Agiram em prejuízo do erário público"

Ou seja, a Autarquia é como que acusada de ter pago pelo motorista duas vezes: uma à tal empresa de construção civil (num total de quase 25 mil euros, correspondentes a um total de 580 horas) e outra ao próprio trabalhador, apesar daquele ter exercido funções "em proveito exclusivo" da empresa no período em referência.
Os arguidos "agiram em prejuízo do erário autárquico e público" e "com benefício da empresa", "fruto da relação de amizade" entre os arguidos e o representante legal da empresa, retira-se da decisão instrutória, a que ‘A Voz de Azeméis’ teve acesso.
O documento vinca que a empresa deveria ter sido excluída do concurso de fornecimento por ter deixado de ter, ao seu serviço, um motorista apto para a condução da cisterna. Também considera que este procedimento é "ilegítimo pois constitui violação grave dos deveres do cargo que lhe incumbia [a Ápio Assunção]".
O nosso jornal tentou contactar Ápio Assunção que, no entanto, se escusou a pronunciar-se sobre esta matéria.


quarta-feira, janeiro 30, 2008

Novas Urgências em funcionamento




Depois de anos de espera, eis que as novas Urgências do Hospital S. Miguel entraram ontem em funcionamento.
Esta era uma das obras mais necessárias e mais reivindicadas pelas populações e autarcas do concelho que, reclamavam pela melhoria das instalações do serviço de urgência que, nas circunstâncias em que se encontrava, não dignificava o Estado Português.
Caricato o facto de, o novo serviço de urgências, ter entrado em funcionamento no preciso dia em que o tão criticado Ministro da Saúde, é substituído.

domingo, janeiro 27, 2008

'Pechão': o último acto

Cumpriu-se o último acto para o prédio que durante muitas décadas albergou o ‘Pechão’ (ou ‘Pexão’?). Há alguns dias atrás foi completamente demolido.
Mais uma página virada na história contemporânea de Oliveira de Azeméis.
O ‘Pechão’ (ou deverei escrever ‘Pexão’?) foi, porventura, o restaurante mais pluralista ou interclassista que existiu em terras oliveirenses durante o século XX.
Ali afagavam estômagos: operários e estudantes, funcionários públicos e advogados, professores e comerciantes.
Mobiliário singelo, amesendação minimalista. Serviço familiar.
A vitela no forno de lenha era a ‘jóia da coroa’, assada em forno a lenha.
A proximidade do Colégio, conjugada com a relativa acessibilidade do preço das diárias, levou a que muitas gerações de estudantes fizessem do ‘Pechão’ a sua cantina. Ali voltavam para matar a saudade mesmo após as idas para outras paragens , para outras aragens. Uma parte da sua memória estava inscrita nos toscos bancos e meras cadeiras do ‘Pechão’. E ali voltar, saborear um assado ou uma cabidela, era viver de novo. Ainda que por instantes.

Local para um novo Hospital

Muito se tem falado e escrito, nos últimos dois meses, acerca da construção de um novo hospital, que venha substituir os actuais hospitais de S. J. Madeira e de Oliveira de Azeméis.
Parece-me sensata esta decisão, se se vier a concretizar, à semelhança do que está já pensado para situações similares (Póvoa do Varzim/Vila do Conde).
Contudo, estaremos ainda muito longe de se concretizar esta tão propalada obra, mas a discussão no nosso concelho vizinho já se encontra ao nivel de quais os terrenos que a autarquia sanjoanense irá disponibilizar para acolher esta nova unidade hospitalar.
Dada a capacidade financeira dos dois concelho, estou certo que S. J. Madeira terá mais argumentos para acolher esta infra-estrutura, mas espero sinceramente que a decisão de localização seja de carácter técnico e não do ponto de vista político/financeiro.
Conforme sugerido pelo presidente do Conselho de Administração do Hospital S. Miguel a sua localização deve ser pensada de forma a abranger também os concelhos de Vale de Cambra e eventualmente Arouca, pelo que em meu entender, e dada a rede rodoviária prevista para os próximos anos, atrevo-me a sugerir que seja estudada uma localização entre N. Cravo e Pindelo.
Para tal, considero que os eixos rodoviários a serem construídos e que possuirão nós de ligação nesta zona (Auto-Estrada A32 Porto/Coimbra e Variante à ER327 Ovar/Arouca) permitirão um acesso privilegiado à rede rodoviária nacional, a acrescer o facto de a actual variante 227 S. J. Madeira / Vale de Cambra permitir um rápido acesso destes concelhos. A Via do Nordeste permitirá também um ligação efectiva ao centro da cidade.
Uma mera sugestão, mas que importa discutir sob pena do concelho poder perder esta oportunidade.

Fernando Pinho Teixeira em destaque

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Ferpinta, Fernando Pinho Teixeira, vai ser condecorado com a medalha de ouro da Associação Industrial Portuguesa (AIP), como sinal de reconhecimento pela figura do empresário de Oliveira de Azeméis e pelo seu trabalho em prol do associativismo.
A cerimónia, no âmbito dos 170 anos da AIP, terá lugar na segunda-feira, no centro de congressos da associação em Lisboa.
Mais um exemplo da dinâmica empresarial existente no nosso concelho que está de parabéns.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Campo de Golfe? Pode ser em Loureiro.



Quando Luís Filipe Menezes quis distribuir comentadores pelas televisões portuguesas, cheguei a pensar que falasse também de OAZ para exigir que a Azeméis FM convidasse um comentador da área do PS. Mas não. Hermínio Loureiro é o único comentador político desta rádio e há cerca de quinze dias no seu programa, referiu que quer um campo de golfe no concelho. O Correio de Azeméis dá semanalmente conta desta conversa sem contraditório e, da sua edição do passado dia 15 de Janeiro, transcrevo o seguinte extracto:

“O turismo é uma das potencialidades do nosso país, e, naturalmente, no nosso concelho. É necessário lutarmos por um desenvolvimento harmonioso e integrado”, diz. Oliveira de Azeméis foi durante muito tempo o único concelho na região a ter um hotel de quatro estrelas. O comentador político da Azeméis considera que “é preciso continuar a andar mais depressa do que os outros e, desta forma, era importante incentivar os investidores privados no sentido de criar um campo de golfe”. E justifica: “Esta é uma âncora do turismo e não pode ser considerado um desporto de elite. Há sempre uma associação directa e permanente e o turismo. O nosso país tem um clima ameno, o que proporciona que se jogue golfe todo o ano. É urgente procurar manchas no nosso concelho para construir um campo de golfe para não perdermos oportunidades”.

Campo de Golfe? Pode ser perto da A1, da A29, da Linha de Comboio, num lugar calmo mas perto de tudo, com o rio Gonde a passar pelo meio. Realmente uma infra-estrutura destas não ficava mal a Loureiro e, no local aqui documentado pelas fotos, ficaria melhor do que uma estrada e meia dúzia de prédios. O futuro é mais perto que o que parece…
Nota: Estas duas fotos são do mesmo local. Uma tirada junto à ponte sobre o Rio Gonde, em frente à estrada que vai para a Capela de N.ª Sr.ª da Esperança e a outra perto do Edifício da Junta de Freguesia de Loureiro.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Será verdade?

Nem quis acreditar quando li a notícia no site da TSF e que transcrevo:

Trabalhadores do calçado «tratados desumanamente»
O Sindicato do Calçado de Aveiro e Coimbra denunciou esta segunda-feira que cinco trabalhadores da empresa «Janardo & Pereira», de Oliveira de Azeméis, estão a ser «tratados desumanamente» por se recusarem a rescindir os respectivos contratos por mútuo acordo.
A coordenadora do sindicato, Fernanda Moreira, afirmou que os operários «foram postos de castigo na fábrica, sem trabalho, sem água, sem luz, sem poderem falar e vigiados por um outro funcionário, como se de criminosos se tratassem». Esta situação, alegadamente motivada pelo facto de os cinco trabalhadores «não aceitarem a proposta de rescisão por mútuo acordo, a custo zero», levou o sindicato a apresentar, na sexta-feira, uma queixa na Inspecção-Geral do Trabalho.
Em pleno século XXI a serem verdadeiras, são atitudes inqualificáveis!

O pior cego é o que não quer ver

Uma turma do 12º ano de uma Escola da nosso concelho, decidiu criar um blogue onde abordam diversas questões sobre o mesmo pelo que sugere-se uma vista de olhos a uma visão mais jovem e irreverente da nossa cidade.
Entretanto, aqui fica uma foto retirada do mesmo e que ilustra uma entrevista efectuada a uma aluna invisual e que merece uma reflexão.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Largo Público

Largo do Souto (Igreja Paroquial de UL)

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domingo, janeiro 20, 2008

UDO - Derrota na Taça de Portugal com sabor amargo

A União Desportiva Oliveirense perdeu 1-0 com o Marítimo, em jogo a contar para a Taça de Portugal.
O resultado final não traduz o que se passou em campo, pois o Marítimo teve um momento de felicidade ao invés da UDO, que dominou claramente todo o encontro e que merecia outro resultado neste jogo.
Mas o futebol é assim. Foi um afastamento da Taça de Portugal de cabeça erguida.
Estão de parabéns, jogadores, técnicos, dirigentes e massa associativa que encheu o velhinho estádio Carlos Osório.
Uma nota para o péssimo estado do relvado, fruto das intensas chuvas da última semana.
Servirá, certamente, para que os dirigentes venham reclamar melhores condições e apressar a construção de um novo estádio, que certamente é necessário, mas não creio que seja a prioridade das prioridades em termos locais.

sábado, janeiro 19, 2008

Conformismo ou conservadorismo?

Os oliveirenses, ao questionarem a especificidade da política concelhia, que respostas encontrarão? E que pensarão das estratégias que são alinhavadas nas sedes partidárias da oposição? E que explicações encontrarão para que o concelho vote, por exemplo, em algumas eleições nacionais maioritariamente PS e nas autárquicas isso nunca aconteça? Será pela competência dos eleitos locais do PSD e demérito dos restantes? A ideologia partidária local será diferente da nacional, facto pela qual, justifica a discrepância? Serão sempre más as escolhas das figuras que encabeçam as listas da oposição? Ou os candidatos até nem são maus, más são as equipas ou algum elemento lá pelo meio, que dá mau viver à mulher e pára para lanchar, na tasca do Sr. Roberto de vez em quando?

Não creio que a maioria pense perder o emprego com a mudança, tão pouco, que o alcatrão deixe de chegar à congosta lá do sítio. Não creio que essa maioria que tem mantido estes políticos de bairro, suspeite que “os outros” vendam os edifícios ou terrenos públicos a preços de saldo e que expropriem os terrenos onde se cultiva o milho ou onde crescem os eucaliptos.

Então se não é o medo do abismo, se não é por fractura ideológica, o que é que tem levado a que o “muro de Oliveira de Azeméis” ainda não tenha caído.

Conservadorismo puro e duro não é. Se o fosse, seria sempre o PSD a ganhar aqui em todas as eleições. Falta de qualidades da oposição também não. Ninguém pode sustentar que em mais de trinta anos a oposição tenha apresentado sempre listas sofríveis e o PSD sempre excelentes. Essa não cola.

Sobra o conformismo, a relutância à mudança, ao que está depois da curva e não se conhece. Sobra a falta de habilidade social das oposições em não terem dado muita importância ao aspecto da proximidade social e à persistência política contínua. Nos últimos anos, porém, o partido socialista tem invertido a tendência que se verificava e tem, sem dúvida, realizado um trabalho visível, sério e construtivo. Dará frutos, obviamente.

Sobram ainda os velhos ditados, que por cá até dão jeito: “atrás de mim virá, quem bom de mim fará” ou o outro, “muda-se de moleiro, mas não se muda de ladrão”.

As pessoas ao dizerem isto, e dizem-no, admitem que as coisa não estão bem, que não estão bem servidas politicamente. Admitem que se habituaram a viver assim. E como o descrédito é tanto, retira-lhes força para acreditarem que existem pessoas com outra dinâmica, mais frescas e melhor preparadas, com força e ânimo para contribuírem para o bem do concelho. Medem tudo pela mesma medida.

As pessoas estão anestesiadas com tantas trapalhadas, com tantas promessas adiadas. Até julgam que daqui para a frente só se vai piorar, e pior por pior, há que manter o que cá temos e que conhecemos. Ou alguém conhece por nós.

É que às vezes, como é tão mau este sistema que nos tem governado, que até dá para muitos se servirem dele, mesmo que isso até nem seja muito correcto. Não faz mal, é só para desenrascar desta vez o habilidoso, ou o seu filho, ou o seu vizinho. Quem vier depois que feche a porta.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Indicadores de Educação


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quinta-feira, janeiro 17, 2008

Indicadores de População



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Indicadores Estatísticos

Ao longo dos próximos dias, colocarei aqui alguns dos últimos dados estatísticos publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, nos seus Anuários Regionais de 2006 que vieram a público no passado dia 14 de Janeiro.
Para iniciar, alguns indicadores sobre a administração local, onde se constata que a média nacional da despesa com pessoal no total das despesas camarárias é de 28,74% . Ao nível da região do Entre Douro e Vouga, temos:
Oliveira de Azeméis - 31,91%
Santa Maria da Feira - 21,14%
S. João da Madeira - 31,40%
V. Cambra - 29,22%
Arouca - 20,98%
Em teoria estes números reforçam a tese de que a nossa Câmara Municipal, em termos percentuais, gasta mais com despesas de pessoal que todos os Municípios do EDV, ficando acima da média nacional.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

Câmara Municipal vende terrenos em saldo!

A CMOA vendeu por ajuste directo, na reunião de dia 8 de Janeiro, duas parcelas que foram desafectadas do domínio público municipal para o domínio privado do município. Nada de anormal, não fosse o valor da venda das mesmas que é escandaloso face a situações idênticas:

O terreno, conforme consta da avaliação dos terrenos, está situado em zona central e com a máxima capacidade de construção, cujo valor constante no relatório é de 160 €/m2.

No entanto foi feito um desconto de 75% pelo facto de considerar que ali nada se pode construir, pelo que se vende o terreno a 40 €/ m2 ao mesmo proprietário dos terrenos adjacentes que ali vai realizar mais valias que não poderia obter doutra forma por se tratar de um terreno que lhe permite ter frente para a Av. D. Maria I. Sem esta parcela de terreno, não seria viável a construção da superfície comercial "Staples Office Centre".

A mesma CMOA que vende terreno no centro da cidade a 40€ /m2, é a mesma que adquire terreno, a escassos metros de distância, a 261.36 €/m2 à empresa Prediaz, para edificação do Centro Comercial. A mesma CMOA comprou terreno na denominada Quinta da Cachana por um valor m2 de 221.82 €…

Urgem explicações!!!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Oliveirense Invicta

Roam-se os invejosos, que a nossa U.D.O. é a única equipa dos campeonatos nacionais de futebol, diga-se, Primeira Liga, Liga de Honra, II e III divisões, que não tem qualquer derrota no respectivo campeonato. E mesmo nas divisões dos campeonatos distritais, entre as centenas de equipas em todo o país, são apenas quatro as que não perderam esta epoca.
Um percurso invicto, com uns poucos empates para dar emoção à coisa, de uma equipa ainda em prova também na Taça de Portugal.
Parabéns a todos os jogadores, equipa técnica, seccionistas, clínicos e aos dirigentes, por este caminho imperial, confortado com os inequívocos 9 pontos de avanço sobre o 2º classificado. É o trabalho sério de todos eles e a coerência de um caminho dedicado e determinado, iniciado antes e desenvolvido ao longo dos últimos anos. Estão aí alguns dos seus frutos.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Auto Estrada Oliveira de Azeméis - Porto


No passado dia 28 de Dezembro, foi adjudicada a concessão Douro Litoral, que inclui a Auto Estrada 32 que ligará Oliveira de Azeméis ao Porto.

A cerimónia decorreu em S. J. Madeira e consistiu na formalização da entrega, à Brisa, da responsabilidade pela construção destes troços.

O estranho é que a cerimónia decorre num concelho que, em termos territoriais, em nada é abrangido pela via em causa mas que, fruto da sua capacidade política e de intervenção, consegue um posicionamento político capaz de ultrapassar os concelhos vizinhos em termos de afirmação nacional.

Aliás, com a maior das naturalidades, o Presidente da Câmara Municipal de S. J. Madeira fala das vias de ligação que na prática serão O. Azeméis / Porto e O. Azeméis / Ovar como sendo S. J. Madeira / Porto e S. J. Madeira / Ovar e no final da cerimónia ainda pagou uma página de publicidade nos jornais locais a agradecer ao Governo a construção da A32.

Para que conste, os trabalhos no terreno devem iniciar-se até finais de 2009 para que a mesma entre em funcionamento em 2011.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Correio ao Director: "O meu desabafo"

Li com atenção o texto assinado pelo cidadão Carlos Oliveira, no Semanário Correio de Azeméis. Como não quero acreditar que V. Exª se prestou a fazer favores a terceiros e que tal texto resulta de má informação quando afirma que no blog "4linhas.com, podemos escrever a nossa opinião sobre os termas presentes, sem qualquer problema, isto é, ou dizemos bem ou mal, conforme a nossa opinião. No forum-azemeis.com, isso já não acontece, pois todas as opiniões que não digam mal de Oliveira de Azeméis e dos nossos autarcas, são censuradas, pois as nossas opiniões só são publicadas após a análise das pessoas do PS" .
Acontece que, caso não saiba, este espaço começou sem quelquer moderação de comentários mas o tempo se encarregou de mostrar que tal não era possível continuar assim.
No entanto, estranho que o seu critério de liberdade de expressão seja o blog 4linhas.com, o tal que afirma onde pode opinar livremente e sem que as mensagens sejam lidas e aprovadas por alguém que você identifica como Hermínio Loureiro, homem forte do PSD local.
E digo isto pois diversas vezes comento nesse espaço e, ainda agora, depois de comentar um artigo, a mensagem que é mostrada é:
1. Helder Simões 08 de Janeiro de 2008 pelas 13:31
Comentário aguarda aprovação.
Esclarecido!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Mas onde é que é a Padaria do Freixo?


Esta Sexta-Feira, no jornal Público, suplemento de Economia, saiu um artigo de página completa (de Sara Dias Oliveira) sobre a padaria do freixo (nova freixo), que tem a sua sede no lugar do Freixo, Loureiro. Eu sei isso porque sou de Loureiro, porque se não fosse, só saberia que a dita empresa era de Oliveira de Azeméis. Quem não sabe ficaria sem saber ao certo se a sua localização era na freguesia de Oliveira de Azeméis ou numa das restantes dezoito. É pena que o jornalismo que geralmente prima por um esclarecimento ao limite e exige isso dos outros, não seja nestes casos, claro e objectivo. Tenho que ter a partir de agora atenção ao ler uma notícia deste tipo da Guarda, Portalegre, Leiria, Beja, Bragança, Aveiro e por aí adiante. É que se calhar não falam de nenhum destes sítios em concreto mas sim de um lá perto.
Ver notícia completa reproduzida no loureiron-line

domingo, janeiro 06, 2008

Notas Soltas

Biblioteca Municipal

Ainda não tive oportunidade de visitar este importante equipamento. Espero fazê-lo na primeira oportunidade. Todavia, não posso deixar de registar pela positiva a sua disponibilização aos oliveirenses. O desdobrável colocado nas caixas de correio, propaganda aparte, é apelativo.

Novas Placas Toponímicas

As ruas, praças e becos passaram a ter afixadas novas placas toponímicas, azul bem visível. Só não percebi porque razão uns nomes são legendados e outros não. Políticos e beneméritos são, parece-me, a larga maioria dos patronos dos arruamentos oliveirenses

Buracos

É uma sina. Esventram-se ruas por mor de trabalhos certamente necessários. Mas a sua conveniente reposição tarda. Veja-se a ‘cratera’ junto à Escola Feira dos Onze

Montras em execução

Numa grande parte das montras de lojas comerciais da cidade podem ver-se dísticos com a expressão ‘montra em execução’.
Não percebo. Santa ignorância a minha.
Por razões profissionais, passo em muitas cidades e vilas do norte de Portugal e não encontro tal mensagem noutras paragens.

Alguém se enganou...

Li atentamente a entrevista do nosso Presidente, publicada na edição desta sexta-feira e deparei-me com um erro, do entrevistado ou do jornal.

Passo a explicar:

Sobre a pergunta - E redes de água?

A resposta é: Andamos sempre a fazer… Posso dizer-lhe que nos últimos quatro anos tivemos um aumento de clientes na ordem dos 40%. Por exemplo, em 2005 tínhamos 12888 clientes, em 2006 passámos para 13059 e hoje temos 13848. É uma subida significativa em termos de consumidores; mostra que é preciso ter rede.

Ora, basta fazer as contas e perceber que um aumento de 40% nos levaria a aproximadamente 18 mil clientes. A não ser assim, o aumento será menos de 10%...

sábado, janeiro 05, 2008

Jardim Público


Retirado do Jornal Voz de Azeméis

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Caracas fecha Natal com muitos lugares vazios

Cumpriu-se no passado domingo, dia 30, aquele que foi o último do ciclo de três concertos de Natal organizados pelo Gabinete de Animação Cultural, da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. (...)
Pena a pouca receptividade do público oliveirense, que não correspondeu, em número, ao evento. Embora na sala estivessem sentadas cerca de 70 pessoas, na realidade a grande maioria eram familiares e acompanhantes dos artistas, nomeadamente das crianças. ‘A Voz de Azeméis’ sabe que apenas foi vendida cerca de uma dezena de bilhetes.
Uma divulgação ineficiente, sobretudo junto dos principais destinatários – as crianças, poderá ter estado na origem da pouca afluência registada por este espectáculo que fechou o ciclo de concertos de Natal.
In Voz de Azeméis

A moda das Piscinas

2008 marcará o ano da abertura das Piscinas Cobertas em Oliveira de Azeméis, obra reclamada há mais de duas décadas.
No entanto, parece que a moda das Piscinas veio para ficar pois já se vislumbra mais uma Piscina em Cucujães e outra no Sul do Concelho a ser localizada no Pinheiro da Bemposta, anexa à EB 2/3 conforme consta do Orçamento da CMOA, apesar de em entrevista ao Jornal Voz de Azeméis, o Presidente da Câmara não assumir que a mesma será instalada no Pinheiro da Bemposta de deixar em aberto a possibilidade de a mesma ser construída em Loureiro, conforme pretensão antiga.
Em Cesar, na Assembleia de Freguesia do passado mês de Dezembro, o Presidente da Junta de Freguesia assegurou que as piscinas, "continuam a ser o nosso propósito", mas "estamos dependentes da alteração do PDM".

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Quinta da Cachana

Em 2004 a CMOA deliberou adquirir os terrenos da Quinta da Cachana (cerca de 6 mil metros quadrados), por um valor de 1,5 milhões de euros conforme se pode constatar pelo fax-simile da documentação submetida à reunião da Assembleia Municipal de dia 28 de Dezembro.

Como este acordo não foi cumprido, em 27 de Junho de 2007 a Câmara Municipal solicitou à Assembleia Municipal autorização para expropriar o terreno em causa, argumentando, nessa altura, que apenas 2700 metros quadrados que estavam avaliados em apenas 200 mil euros.


Agora, voltou novamente a acordar o pagamento de 1,5 milhões de euros, pela totalidade do terreno, mas com a agravante de hoje, termos conhecimento do valor da avaliação dos terrenos que efectivamente são necessários.

Aos proprietários compete, legitimamente, negociar os seus interesses, algo que efectivamente conseguiram com o concordância do Município que assim vai gastar 1,3 mihões de euros por terrenos que não necessita.

Largo Público

Pormenor do Largo de Alumieira - Loureiro


Em vez de praça da cidade, resolvi trocar o título deste espaço dos leitores por largo público. É que cidade no nosso concelho só há uma e como largos existem em todas as freguesias, não fazia sentido estar só a apresentar neste espaço imagens de uma ou duas praças existentes na cidade.
Com o contributo de todos, podemos ir indo passando aqui fotos de outros espaços públicos existentes em todas as freguesias do concelho. A definição praça da cidade é muito restrita, enquanto que largo público é mais abrangente.

Continua obviamente a ser um espaço para comentários livres, aceitando-se lamentações, criticas, aplausos, sugestões, informações, poemas, indicações de largos para serem aqui publicados em imagens…