Caro Rui Nelson, eu também acho graça! Desde logo, acho graça aos discursos, que por incipientes que são, caiem em atentatórias lições de moral, as quais rejeito liminarmente, ou, na mais respeitosa das hipóteses, de sociologia politica inquinada.
Se analisarmos bem o que disse, vemos que não pretendi mais do que chamar à atenção ao exagero, e repito exagero, que alguns, incessantemente, comparam pejorativamente o nosso concelho com o vizinho, S. João da Madeira. Não me preocupo que comparem, e devem fazê-lo, mas que não o façam como único propósito de denegrir e enxovalhar o bom-nome do concelho e dos seus munícipes. E essa realidade, quer queiram quer não queiram, existe.
Ao contrário do que alguns pretenderam fazer passar, não tenho nada contra SJM, apenas não gosto e reservo-me o direito de não gostar e dizer que não gosto, por muito que isso incomode, a ti ou seja a quem for. Não acho que SJM seja um “bom exemplo”, nem a acho especial. Concordo que são realidades diferentes, e que se calhar por isso mesmo, indubitavelmente incomparáveis.
Não é de hoje que sustento as minhas afirmações nesta matéria, há gente em Oliveira que sabe que não me dou com este tipo de mentalidade, já o disse a gente das nossas relações, não porque estejam em causa razões de ordem politica, mas apenas deontológicas ou de principio. Mas com isso não quero dizer que não reconheça a realidade que me rodeia. Reconheço que há muito por fazer e que muito do que foi feito, terá sido menos bem estruturado. Aliás, ao contrário de alguns, sou muitas vezes dos poucos que critico directamente decisões tomadas pelo Município, pelo meu Partido. Veja-se o caso da ampliação da Proleite, do centro comercial junto ao Rainha, ou da Comissão de Festas de La Salette, isto para citar apenas alguns exemplos. E não vou deixar de ter um papel crítico sobre quem tem o poder de decidir ou de fazer oposição, batendo-me pelo progresso desta cidade. Para ela e por ela, estarei sempre disponível, e sempre acharei pouco aquilo que ela de mim precisar.
Eu ando por cá, trabalho, compro, corro, sorrio, durmo, danço, divirto-me, vivo a minha cidade, 7 dias e 7 noites, defendendo-a, estimando-a e elogiando-a por toda a parte, independentemente das cores do partido do poder, porque quando se gosta não se olha à cor, dando-lhe mais do que ela a mim, mas dádiva essa orgulhosa e desinteressadamente prestada. Nunca fugi às minhas responsabilidades, não me ausento por tempo indeterminado, não recuso tarefas ou missões, não estou impedido ou indisponível, em suma, não me socorro de exemplos como SJM para dizer mal da minha terra. Não sou daqueles que digo, quando estou no Algarve, em Lisboa, ou até em Estocolmo, que sou de S. João da Madeira. Se não é com manifestações de “amor” pela nossa terra, muito menos será com criticas baratas que se ajudará o desenvolvimento económico, social, e cultural dela mesma.
Por isso, não posso concordar que Oliveira de Azeméis anda “sem amor e sem paixão”: quem anda por cá, apercebe-se que o povo, na sua maioria, anda atento, que sabe avaliar, para o bem ou para o mal, reconhecendo qualidades e defeitos, com um papel crítico, mas construtivo, contudo, sempre com a genuinidade de um povo são, honesto e trabalhador, que ama a sua terra, e que apaixonadamente motiva gente nova, como eu, a amar também Oliveira de Azeméis. E tu foste um deles, daqueles que me motivou. E nessa maioria reside o grande apanágio Oliveirense: a bondade e a generosidade de sentimentos.
Agora, antes amar feio do que trair. E se isso é “Paixão Assolapada” não sei! Mas sei que para mim, o amor não é cego. É que para alguns a cegueira é tanta que nunca os vi a criticarem os seus, a olhar para o seu umbigo, e aqui refiro-me concretamente ao Partido Socialista de Oliveira de Azeméis. Coisa que eu sempre quis evitar fazer aqui no Fórum Azeméis, apesar de ser constantemente criticado, muitas vezes de forma desrespeitosa, principalmente quando as minhas opiniões são antagónicas às do PS. Apesar dos avisos e conselhos para deixar de colaborar com o Fórum, mantenho-me fiel ao compromisso assumido.
Sempre a considerar. Abraço cordial.
VIVA OLIVEIRA DE AZEMÉIS!