Mais uma página virada na história contemporânea de Oliveira de Azeméis.
O ‘Pechão’ (ou deverei escrever ‘Pexão’?) foi, porventura, o restaurante mais pluralista ou interclassista que existiu em terras oliveirenses durante o século XX.
Ali afagavam estômagos: operários e estudantes, funcionários públicos e advogados, professores e comerciantes.
Mobiliário singelo, amesendação minimalista. Serviço familiar.
A vitela no forno de lenha era a ‘jóia da coroa’, assada em forno a lenha.
A proximidade do Colégio, conjugada com a relativa acessibilidade do preço das diárias, levou a que muitas gerações de estudantes fizessem do ‘Pechão’ a sua cantina. Ali voltavam para matar a saudade mesmo após as idas para outras paragens , para outras aragens. Uma parte da sua memória estava inscrita nos toscos bancos e meras cadeiras do ‘Pechão’. E ali voltar, saborear um assado ou uma cabidela, era viver de novo. Ainda que por instantes.